Sendo
este o primeiro post do blog decidir começar comentando sobre um fato muito
comum que levam as pessoas a confundirem em muito a proposta dos estudos dos
astros. Afinal de contas: O que é um signo? Ademais qualquer discussão epistemológica
do termo que venha a ser fomentada - que inclui desde os estudos de semiótica
até os estudos comportamentais da psicologia cognitiva -, signo, na astrologia,
de forma muito prática, representa um determinado espaço percorrido pelo
planeta, ao redor do sol, no eixo de sua eclíptica (do famoso movimento de
translação).
Nossos antigos ancestrais – não tanto assim –
em sua longa jornada no curso de sua percepção sensorial chegaram à conclusão
de que a nossa querida Gaia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)),
não era um fato isolado na imensidão dos fenômenos. Entenderam que para além de
nossa materialidade constante coexistia um sistema de corpos maiores que
interagiam entre si – não necessariamente colocados à ordem do pensamento
imediatista humano. O sol, a lua, os deuses era realmente incrível a percepção
das forças, da causalidade dos eventos naturais e a imaginação humana soube
muito bem aproveitar isso.
Parece lógico, portanto, pensar que a Lua, o
maior dos corpos celestes visíveis, atraiu muita atenção desde o início, não só
pelos efeitos lunares mais óbvios, mais também como o das marés e do ciclo
menstrual. Depois, percebeu-se que dentre as estrelas fixas – que pareciam movimentar-se à volta da Terra, mas
que permaneciam estacionárias umas em relação às outras – cinco estrelas
(Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) enganadoras vagueavam num movimento
que a princípio deve ter parecido ilógico. Algumas se moviam devagar pelo céu
(planetas exteriores: de marte à plutão), outras pareciam precipitar-se como
setas entre elas, cada uma rodando à volta da Terra na mesma direção das
estrelas fixas, mas confinadas numa faixa estreita – a eclíptica – que “girava
à volta da Terra”. Gradualmente os astrólogos dividiram a eclíptica em 12
seções, batizando-as cada uma com o nome das estrelas fixas que situava “atrás”
delas e a partir da constatação de que a posição destes astros refletia aqui na
Terra, surgindo o famoso ditado astrológico: “Todo peso do céu faz pressão no horizonte”; ou seja, todo acontecimento
celeste teria consequências na terra. Começamos a plantar conforme o período
onde a terra está; apreendeu-se o momento certo da pesca até criarem o
calendário com seus dias, meses e anos atentando para necessidade cívica de
descrever um conjunto particular de eventos planejados. Criando a unidade dia –
intervalos do nascer do sol. Nascia a contagem do tempo, e PASMEM! Ele nasceu
do sexo masculino. Por quê?
Porque
tendo definido o Sol como centro do Universo posteriormente, o Sol, como veremos
mais a frente comporta o arquétipo da masculinidade, haja vista que a Lua é
referência de feminilidade por corresponder em parte ao ciclo menstrual da
mulher, e, também, por ser uma referencia noturna (a noite inválida, a mulher obscura
trancada por seus maridos medievos...) foi preferível colocar a referencia do
calendário ao Sol às 13 lunações de 29 dias da Lua (o que regularia o ciclo
menstrual da mulher, no caso elas sempre iriam menstruar sempre no mesmo dia
todo mês), subtraindo o auxilio do tempo nos processos de fertilização e
cuidados femininos. Entretanto, povos nômades e certos países orientais ainda
utilizam o calendário lunar, como o Calendário Islâmico dos mulçumanos. Mas caso
tivesse sido adotado a Lua como demarcador do tempo, o que seriam de todos ao
chegarem ao trabalho ou à faculdade e encontrarem um grande grupo de mulheres
de TPM num só dia??? Rs.
Portanto,
tomem muito cuidado ao sair por ai comentando sobre signos, caso apareça um
astrólogo chato por ai corrigindo, pois, o signo que muitos horóscopos diários
insistem em deturpar é na verdade um espaço de referencia dado ao movimento
irresistível dos planetas por uma lógica de demarcação do tempo, que
paulatinamente foi associado às características das ações e emoções humanas.
Como a Terra tem seu tempo associado ao Sol, o “signo” dos periódicos na
verdade se trata do Signo Solar onde, além do Sol, existem outros planetas que
cofiguram a análise e promovem o autoconhecimento que a Astrologia visa.
Como
visto, o zodíaco foi criado como um instrumento de medida do tempo; não se sabe
ao certo como foi envolvido na formulação de arquétipos de nossa personalidade
ou nas tentativas de previsão do futuro (astromancia), contudo o primeiro
horóscopo pessoal conhecido foi desenhado em 410 a.C., e o zodíaco certamente
existia em 500 a.C. Existem provas de que o zodíaco “moderno” já existia muito
antes do nascimento de Cristo. Quando Platão escreveu sobre astrologia em 365
a.C., os signos eram regidos por deuses e deusas e estavam ligados à mitologia
da babilônia, do Egito e da Assíria e interpretações muito fortemente com
mitos, já que estes conceitos criaram um “background” em relação ao comportamento
e motivações humanos. Portanto, fica claro que os signos são apenas um pequeno e
importante detalhe diante da imensidão artística dos estudos dos astros, pois, ainda
existem os Planetas e os Aspectos (ângulos entre planetas) que dão pontos aos
“is” no bojo do imaginário astrológico que aqui proponho discutir.
Está matéria chegou ao fim e espero que tenham
gostado, também aguardo dúvidas, comentários e críticas. O Próximo artigo
versará sobre a desmistificação da Astrologia e dos significados corriqueiros a
ela associada como a Astronomia e à Astromancia. Bom Final de Semana!
BIBLIOGRAFIA
·
Manual Completo de Astrologia de Julia e
Derek Parker da Editora Civilização, 2005.
·
História da Astrologia de Kocku Von
Stuckrad da Editora Globo, 2000.
·
História da Astrologia de Serge Huntin
da Editora Edições 70 – Brasil, 1973.





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