Friday, June 15, 2012

Matéria: O que é signo?


Sendo este o primeiro post do blog decidir começar comentando sobre um fato muito comum que levam as pessoas a confundirem em muito a proposta dos estudos dos astros. Afinal de contas: O que é um signo? Ademais qualquer discussão epistemológica do termo que venha a ser fomentada - que inclui desde os estudos de semiótica até os estudos comportamentais da psicologia cognitiva -, signo, na astrologia, de forma muito prática, representa um determinado espaço percorrido pelo planeta, ao redor do sol, no eixo de sua eclíptica (do famoso movimento de translação).


 Nossos antigos ancestrais – não tanto assim – em sua longa jornada no curso de sua percepção sensorial chegaram à conclusão de que a nossa querida Gaia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)), não era um fato isolado na imensidão dos fenômenos. Entenderam que para além de nossa materialidade constante coexistia um sistema de corpos maiores que interagiam entre si – não necessariamente colocados à ordem do pensamento imediatista humano. O sol, a lua, os deuses era realmente incrível a percepção das forças, da causalidade dos eventos naturais e a imaginação humana soube muito bem aproveitar isso.


Parece lógico, portanto, pensar que a Lua, o maior dos corpos celestes visíveis, atraiu muita atenção desde o início, não só pelos efeitos lunares mais óbvios, mais também como o das marés e do ciclo menstrual. Depois, percebeu-se que dentre as estrelas fixas – que pareciam movimentar-se à volta da Terra, mas que permaneciam estacionárias umas em relação às outras – cinco estrelas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) enganadoras vagueavam num movimento que a princípio deve ter parecido ilógico. Algumas se moviam devagar pelo céu (planetas exteriores: de marte à plutão), outras pareciam precipitar-se como setas entre elas, cada uma rodando à volta da Terra na mesma direção das estrelas fixas, mas confinadas numa faixa estreita – a eclíptica – que “girava à volta da Terra”. Gradualmente os astrólogos dividiram a eclíptica em 12 seções, batizando-as cada uma com o nome das estrelas fixas que situava “atrás” delas e a partir da constatação de que a posição destes astros refletia aqui na Terra, surgindo o famoso ditado astrológico: “Todo peso do céu faz pressão no horizonte”; ou seja, todo acontecimento celeste teria consequências na terra. Começamos a plantar conforme o período onde a terra está; apreendeu-se o momento certo da pesca até criarem o calendário com seus dias, meses e anos atentando para necessidade cívica de descrever um conjunto particular de eventos planejados. Criando a unidade dia – intervalos do nascer do sol. Nascia a contagem do tempo, e PASMEM! Ele nasceu do sexo masculino. Por quê?   




Porque tendo definido o Sol como centro do Universo posteriormente, o Sol, como veremos mais a frente comporta o arquétipo da masculinidade, haja vista que a Lua é referência de feminilidade por corresponder em parte ao ciclo menstrual da mulher, e, também, por ser uma referencia noturna (a noite inválida, a mulher obscura trancada por seus maridos medievos...) foi preferível colocar a referencia do calendário ao Sol às 13 lunações de 29 dias da Lua (o que regularia o ciclo menstrual da mulher, no caso elas sempre iriam menstruar sempre no mesmo dia todo mês), subtraindo o auxilio do tempo nos processos de fertilização e cuidados femininos. Entretanto, povos nômades e certos países orientais ainda utilizam o calendário lunar, como o Calendário Islâmico dos mulçumanos. Mas caso tivesse sido adotado a Lua como demarcador do tempo, o que seriam de todos ao chegarem ao trabalho ou à faculdade e encontrarem um grande grupo de mulheres de TPM num só dia??? Rs.


Portanto, tomem muito cuidado ao sair por ai comentando sobre signos, caso apareça um astrólogo chato por ai corrigindo, pois, o signo que muitos horóscopos diários insistem em deturpar é na verdade um espaço de referencia dado ao movimento irresistível dos planetas por uma lógica de demarcação do tempo, que paulatinamente foi associado às características das ações e emoções humanas. Como a Terra tem seu tempo associado ao Sol, o “signo” dos periódicos na verdade se trata do Signo Solar onde, além do Sol, existem outros planetas que cofiguram a análise e promovem o autoconhecimento que a Astrologia visa.
Como visto, o zodíaco foi criado como um instrumento de medida do tempo; não se sabe ao certo como foi envolvido na formulação de arquétipos de nossa personalidade ou nas tentativas de previsão do futuro (astromancia), contudo o primeiro horóscopo pessoal conhecido foi desenhado em 410 a.C., e o zodíaco certamente existia em 500 a.C. Existem provas de que o zodíaco “moderno” já existia muito antes do nascimento de Cristo. Quando Platão escreveu sobre astrologia em 365 a.C., os signos eram regidos por deuses e deusas e estavam ligados à mitologia da babilônia, do Egito e da Assíria e interpretações muito fortemente com mitos, já que estes conceitos criaram um “background” em relação ao comportamento e motivações humanos. Portanto, fica claro que os signos são apenas um pequeno e importante detalhe diante da imensidão artística dos estudos dos astros, pois, ainda existem os Planetas e os Aspectos (ângulos entre planetas) que dão pontos aos “is” no bojo do imaginário astrológico que aqui proponho discutir.
 Está matéria chegou ao fim e espero que tenham gostado, também aguardo dúvidas, comentários e críticas. O Próximo artigo versará sobre a desmistificação da Astrologia e dos significados corriqueiros a ela associada como a Astronomia e à Astromancia. Bom Final de Semana!




BIBLIOGRAFIA
·         Manual Completo de Astrologia de Julia e Derek Parker da Editora Civilização, 2005.
·         História da Astrologia de Kocku Von Stuckrad da Editora Globo, 2000.
·         História da Astrologia de Serge Huntin da Editora Edições 70 – Brasil, 1973.





1 comment:

  1. Hola muy útil me ha sido tu articulo espero que actualices mas seguido con contenido que nos siga sirviendo a nosotros tus lectores.
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